... não mais falarei às relações presentes.
Refiro-me especificamente a relações sentimentais.
Acontece que, na fase do conhecimento mútuo, acaba-se por se partilhar alguns aspectos das relações que já se teve, nomeadamente algumas lições que se tiraram delas. E nessa fase, a opinião de quem ouve é quase sempre algo do género "mas como é que aceitaste uma situação dessas?" ou "daquilo que conheço de ti, não me pareces nada pessoa de fazer durar uma relação assim...", ou ainda "não mereces nada que te façam algo assim..."
Pois é meus amigos, o engraçado é quando vou a dar conta, parece tudo passado a papel vegetal: ali com umas certas diferenças, mas o resultado vai dar no mesmo.
Ao que parece, o que dá mesmo jeito é ter uma amiga.
Então sejamos sinceros desde início, como tanto gosto de frisar e como sempre concordam na importância da sinceridade.
Vai-se a ver e o meu conceito de sinceridade alterou com o novo acordo ortográfico e sou a única que anda enganada. (isso sem dúvida!)
E depois vem a história "não és tu, sou eu... tu mereces muito mais..."
Ora façam-me um favor e vejam lá se chegam a essa conclusão logo ali pelo primeiro ou segundo encontro, sim?
Das memórias...
... dos que partem, li algures que a primeira coisa que esquecemos é a voz. E a verdade é que, por muito que me custe admitir, já não me recordo da voz da minha mãe, volvidos 20 anos da sua partida. Durante um tempo mantive uma gravação de uma cassete onde estava registada a voz dela, numa altura em que eu gravava as músicas directamente da tv para o gravador e ela irrompeu pela sala nesse preciso momento, a chamar pelo meu nome. Enquanto o rádio-gravador permitiu, ouvi esse pedaço da cassete vezes sem conta... Mas chegou o dia em que o rádio avariou e não tive mais como ouvir a voz dela. De qualquer modo, a fita já estava toda torcida, de tanto andar para trás e para a frente, naquele pedaço...
Tudo isto para dizer que, há dois dias, cruzei-me com uma vizinha da minha avó, com a idade aproximada da minha mãe, que me cumprimentou e à qual respondi, obviamente... O olhar surpreso dela, na minha direcção deixou-me intrigada, mas o que ela disse a seguir fez-me sorrir: "tens a voz igual à da tua mãe!"
E vim a sorrir no restante caminho até casa. Lá chegada, olhei no espelho, para uns olhos também herdados dela, e disse baixinho: "se te quiser ouvir, basta só falar contigo..."
E tanto que falo contigo.
Tudo isto para dizer que, há dois dias, cruzei-me com uma vizinha da minha avó, com a idade aproximada da minha mãe, que me cumprimentou e à qual respondi, obviamente... O olhar surpreso dela, na minha direcção deixou-me intrigada, mas o que ela disse a seguir fez-me sorrir: "tens a voz igual à da tua mãe!"
E vim a sorrir no restante caminho até casa. Lá chegada, olhei no espelho, para uns olhos também herdados dela, e disse baixinho: "se te quiser ouvir, basta só falar contigo..."
E tanto que falo contigo.
Hoje lembrei (e estava a precisar) de esfoliar os lábios. Deitei mãos à obra (que é coisa para durar uns bons 5 minutos), misturei açúcar mascavado e mel (granja são francisco, passe a publicidade) e toca de esfoliar bem os lábios. No final passei um baton hidratante, porque não gosto muito de cremes labiais.
Tenho aqui os lábios lisinhos e docinhos docinhos.
(na remota hipótese de hoje beijar alguém, tenho de ter atenção e perguntar se sofre de diabetes...)
E esta dor que aperta o peito e que avisa: se te atreves a deixar as lágrimas correr, eu juro que deito um grito cá bem do fundo!!
Existem lágrimas que se retraem... porque se saem, serão gritos.
Existem lágrimas que se retraem... porque se saem, serão gritos.
Tenho um diabinho que me sopra ao ouvido algo que insisto em ignorar... no outro ouvido insisto em ouvir: "não, que parvoíce! Não comeces com as tuas pancadas que não é assim... Relaxa e confia, por favor... Só desta vez, confia!"
Confiar... que grande problema... que grande dificuldade. Teria de morrer e nascer de novo para o conseguir fazer.
O que consigo, isso sim, é dar o benefício da dúvida, e ir confiando, ao longo dos dias... E ir ignorando o que o diabinho insiste em soprar no ouvido...
Mas é inevitável.
A intuição estava lá, a tentar mostrar de todos os modos o que eu escolhia ignorar.
E o percurso para a confiança, que só desta vez eu tinha decidido percorrer, foi subitamente interrompido.
E agora que a ponte daqui até lá se quebrou, tento manter o pouco que pode restar, mas até isso se mostra ser difícil.
É o meu karma, a minha intuição sempre certa.
Assim que me sopra ao ouvido, prende-me os pés ao chão.
Só não me prende é o coração ao peito.
Confiar... que grande problema... que grande dificuldade. Teria de morrer e nascer de novo para o conseguir fazer.
O que consigo, isso sim, é dar o benefício da dúvida, e ir confiando, ao longo dos dias... E ir ignorando o que o diabinho insiste em soprar no ouvido...
Mas é inevitável.
A intuição estava lá, a tentar mostrar de todos os modos o que eu escolhia ignorar.
E o percurso para a confiança, que só desta vez eu tinha decidido percorrer, foi subitamente interrompido.
E agora que a ponte daqui até lá se quebrou, tento manter o pouco que pode restar, mas até isso se mostra ser difícil.
É o meu karma, a minha intuição sempre certa.
Assim que me sopra ao ouvido, prende-me os pés ao chão.
Só não me prende é o coração ao peito.
domingo
Há dois dias que não dou um único sorriso... sequer um esgar... sequer um pensamento feliz... nada.
Mas ainda o dia vai a meio, e a esperança não se vai como os sorrisos.
Mas ainda o dia vai a meio, e a esperança não se vai como os sorrisos.
Atacadores...
Como fazer para deixar de atar os atacadores das botas da forma que passei a atar, e que tanto jeito dá? Se continuo a atar da mesma forma, relembro quem me ensinou. Se me forço a atar da forma que atava antes, vou relembrar igualmente...
Como raio se pratica o desapego neste atar e desatar?
Como raio se pratica o desapego neste atar e desatar?
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